Como tornar sua empresa sustentável.

Reportagem da revista Pequenas Empresas e Grandes Negócios mostra como tornar um negócio e ou sua empresa sustenntável.
De acordo com as jornalistas Adriana Wilner e Patrícia Machado, autoras da reportagem, no começo é um simples corte de água, e no final do caminho você será um inovador ambiental. São apresentados cinco casos em que empresas abraçaram a sustentabilidade. Uma delas é a Cerâmica Luara, de Panorama (SP), que co-desenvolve projeto de créditos de carbono com a Sustainable Carbon. Acompanhe.
‘Tudo se inicia com uma medida básica, como a redução no consumo de energia e água. Depois, vem a análise do impacto ambiental da empresa. Dá para mudar algum processo sem gastar dinheiro? Sim, sempre dá. É só reaproveitar algum material desperdiçado no ciclo do negócio. Mas algumas atitudes, mais ousadas, exigem aportes de recursos. No final da escala de uma empresa que realmente deseja se tornar verde, é possível até influenciar fornecedores e clientes a também transformarem a sua forma de agir — e inovar. E é possível percorrer esse caminho com corte de gastos, ganho de produtividade e melhor posicionamento de mercado, como mostram os cinco exemplos desta reportagem. “Ser sustentável a partir de um projeto inovador é a chave para fidelizar clientes e ganhar da concorrência”, diz Dorli Terezinha Martins, consultora do Sebrae.
A escala da empresa verde – Cinco passos para salvar a natureza e a sua empresa:

1 – Práticas Básicas
O que fazer: aprimorar hábitos cotidianos no escritório, como economizar água e energia e usar material reciclado
Exemplo: nas obras do novo prédio da Feitiços Aromáticos, indústria de cosméticos e produtos esotéricos, Raquel Cruz, 41 anos, pensou em como poderia, com ações simples, ajudar o meio ambiente e ao mesmo tempo economizar custos. O projeto posicionou as janelas de forma a privilegiar a entrada de luz natural. Com isso, desde junho, houve uma redução de 40% nas despesas de energia elétrica. A Feitiços Aromáticos passou a trabalhar com coleta seletiva, reutilização de embalagens e optou por papel usado para fazer o preenchimento das caixas de entrega — em vez de plásticos e isopor. Até o final do ano, a empresa terá temporizador nas válvulas de torneira e vasos sanitários, o que, calcula Raquel, irá reduzir em 25% o consumo de água. “Pequenas mudanças de hábito fazem diferença para o bolso e para o meio ambiente”, afirma a proprietária do negócio. A Feitiços Aromáticos fatura anualmente R$ 150 mil e atende mais de dois mil clientes.

2 – Mudanças no negócio sem invesimento
O que fazer: buscar alternativas para reduzir o impacto ambiental sem precisar gastar, como o reaproveitamento de materiais
Exemplo: “Não é preciso investir para ser sustentável. Basta ter boas ideias”. Essa foi a conclusão a que chegou Fernando Boleiz, 43 anos, proprietário da loja de brinquedos de madeira Pipoquinha Brinquedos, há três anos, quando começou a reaproveitar as sobras que eram descartadas durante a produção dos bonecos. No início, 40% da madeira era reaproveitada, hoje são 50%. Esse material foi utilizado para a criação de novos brinquedos e a iniciativa ainda fez Boleiz economizar 7% na compra de matéria-prima. “No começo, achei que esse trabalho seria uma perda de tempo. Mas percebi que uma ação sem complexidade pode melhorar o negócio e o meio ambiente sem exigir gastos”, afirma.

3 – Mudanças no negócio com investimento
O que fazer: desenvolver projetos e dedicar recursos à redução do impacto ambiental do negócio
Exemplo: assistindo a um noticiário em 2006, Juarez Cotrim, 40 anos, percebeu que precisava agir para que seu negócio, a Cerâmica Luara, deixasse de ser visto como vilão do meio ambiente. Ele então resolveu investir R$ 300 mil em um projeto de substituição de combustível. Os tradicionais fornos a lenha foram desmanchados; e queimadores de biomassa, colocados no lugar. O aporte valeu a pena, pois gerou aumento de produtividade. A Cerâmica Luara, que fatura anualmente R$ 1,6 milhão, passou a produzir 30% mais tijolos com o mesmo custo de 2005. Tornou-se também pioneira no mercado de créditos de carbono. “Me chamaram de louco, quando decidi investir esse valor. Mas isso foi o melhor negócio que já fiz na minha vida, tanto financeira como socialmente”, diz Cotrim. O empreendedor investiu também mais de R$ 30 mil para trocar os cabos elétricos — economizando 20% de energia —, criar barracões ecológicos e ter um sistema de reúso de água da chuva.

4 – Fornecedor Sustentável
O que fazer: avaliar a qualidade do material dos fornecedores e criar políticas de incentivo sustentável a essas empresas.
Exemplo: há quatro anos, a rede de franquias Patroni Pizza, que fatura anualmente R$ 70 milhões, decidiu substituir o seu principal combustível — a lenha — por um que agredisse menos o meio ambiente. A rede investiu R$ 600 mil para que o seu fornecedor começasse a trabalhar com briquetes, subproduto da manipulação da madeira. “Precisei mostrar ao nosso fornecedor que o briquete era uma fonte rentável de negócio”, diz Rubens Augusto Junior, presidente da Patroni Pizza. A mudança permitiu uma economia de R$ 150 mil por mês, pois o novo material pode ser facilmente armazenado e proporciona maior higiene nas lojas. “Esse investimento gerou um valor agregado maior aos nossos produtos”, afirma Junior.

5 – Inovação Ecológica
O que fazer: desenvolver produtos com baixo impacto ambiental que proporcionem um diferencial no negócio
Exemplo: um investimento de R$ 20 mil em 2009 permitiu à rede de franquias Lavasecco se destacar da concorrência. A inovação veio da substituição dos tradicionais cabides feitos de madeira, arame e plástico por similares ecológicos produzidos com papel. “Ações como essa fazem o consumidor perceber quais são os princípios da empresa e preferir o nosso trabalho”, diz Alessandra Oricchio, gerente de marketing da Lavasecco, que tem um faturamento anual de R$ 6 milhões. A rede desenvolve também um trabalho de conscientização dos clientes. Ao perceber que muitos esqueciam o porta-tíquete de plástico e jogavam as embalagens de proteção da roupa no lixo, a Lavasecco criou um porta-tíquete de papel, passou a envolver mais peças em uma mesma embalagem e criou sacolas retornáveis. Todo esse projeto recebeu um investimento de R$ 30 mil.

 

Fonte: Pequenas Empresa & Grandes Negocios

 

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Hoje, já consumimos 30% a mais de recursos naturais do que a Terra é capaz de renovar. Esse excesso de consumo gera uma dívida ambiental para a humanidade que, a cada ano, fica mais difícil de pagar.

Se continuarmos a consumir do mesmo modo, em 2030 precisaremos de DOIS planetas Terra para atender à demanda de consumo que não pára de crescer. E, é claro que continuaremos a ter apenas um planeta. Foi só em 1804 que atingimos 1 bilhão de pessoas na Terra. Hoje, cerca de 240 anos depois, já passamos dos 6,6 bilhões. Em 2020, a previsão é que a população mundial seja de 7,7 bilhões de pessoas, que continuarão a consumir e precisam ter seus direitos garantidos. Entre 1960 e 2000, em apenas 40 anos, a população do planeta dobrou e, no mesmo período, o consumo de bens e serviços domésticos quadruplicou! Conseqüências graves desse consumo exagerado para a natureza já podem ser percebidas no aumento das doenças causadas pela poluição nas grandes cidades e, principalmente, nas mudanças climáticas provocadas pelo aquecimento global. Mas não basta saber que existe um problema, é preciso agir para reduzir a pressão sobre a natureza e os ecossistemas por meio de novas escolhas de consumo, no dia a dia. É possível transformar o ato de consumo em uma atitude de solidariedade com as pessoas e o planeta. Para isso, é fundamental que cada um esteja sempre bem informado sobre as conseqüências de suas escolhas de consumo, diminuindo os impactos negativos e ampliando os positivos, sempre que puder. Que tal começar repensando o seu estilo de vida? Pense se você precisa mesmo de tudo o que você compra e consome? A partir dessa reflexão se pode chegar a algumas atitudes que ajudam na construção da sustentabilidade da vida no Planeta: •Usar os produtos até o final de sua vida útil e comprar novos apenas quando os antigos precisarem mesmo ser substituídos. Essa atitude pode trazer grandes benefícios para o bolso e para o futuro de toda a humanidade. •Reinventar, transformar e até doar os produtos que estão parados nas prateleiras dos armários, jogando fora o que realmente não pode ser reaproveitado. É importante lembrar que tudo o que consumimos usou energia elétrica, água e matéria-prima, retirados da natureza, para ser fabricado. Ao jogar um produto fora, todo esse esforço vai junto no caminhão de lixo. •Levar em conta que a geração da energia elétrica usada tanto na fabricação de cada produto eletroeletrônico, como para fazê-los funcionar. Ao economizar energia elétrica no dia a dia, em casa, no trabalho, apagando a luz ao sair dos ambientes, reduzindo o tempo de banho, desligando os aparelhos quando não estão sendo usados, contribuímos para reduzir os investimentos necessários na geração adicional de energia elétrica. •Na hora de comprar, levar em consideração o consumo de energia elétrica dos equipamentos como um dos critérios de escolha, orientando-se, por exemplo, pelo selo Procel. •Separar o material reciclável e pensar em formas de diminuir a quantidade de lixo são ações positivas que contribuem diretamente para diminuir as 140 mil toneladas de lixo que nós, brasileiros, jogamos fora todos os dias e que, colocado em caminhões de lixo, ocupam mais de 10 mil veículos. •Substituir produtos descartáveis por duráveis levam a diminuir o volume de lixo, pelo uso do mesmo produto várias vezes ao invés de comprar um novo. •Muitas vezes a gente nem se dá conta… Mas a coleta, o transporte, o tratamento e a decomposição do lixo são processos que geram gases de efeito estufa e, conseqüentemente, aquecimento global, seja pelo uso de combustíveis no processo de coleta e transporte dos resíduos, seja no consumo de energia quando há tratamento do lixo, ou pela emissão de metano na sua decomposição. Assim, quanto menos lixo houver para ser coletado, transportado e processado, menor será o volume de emissões de gases de efeito estufa, contribuindo para combater o aquecimento da Terra e seus efeitos. •Planejar o seu cardápio da semana e comprar alimentos de acordo com este planejamento. Cerca de 30% dos alimentos comprados pelos brasileiros acabam na lata de lixo: prestar atenção aos prazos de validade, de modo a ter tempo suficiente para usar os produtos comprados e usar integralmente os alimentos, aproveitando talos, cascas, sementes, folhas com aparência pior, são atitudes que podem mudar essa situação de desperdício. •Consumir água com sabedoria é outra atitude de quem quer ajudar a construir a sustentabilidade da vida no planeta. Apesar de existir água em abundância no planeta, nem toda essa água está disponível para o nosso consumo: 97,5% da água é salgada; dos 2,5% restantes, apenas 0,007% é doce e, ao mesmo tempo encontra-se em locais de fácil acesso, como rios e lagos. Assim, não apenas é um recurso precioso mas também muito escasso: se toda a água do mundo coubesse em um balde de 10 litros, toda a água doce existente seria de 243 mililitros e só daria para encher um pouco mais da metade de uma garrafa de meio litro e a água doce disponível para consumo seria de apenas meras oito gotinhas!!! Diante desse quadro, é fundamental fechar a torneira enquanto se escova os dentes, se ensaboa no banho, ou passa o creme de barba. Se uma única pessoa fechar sempre a torneira ao escovar os dentes, depois de um ano terá economizado mais de 11 mil litros de água, mais de 11 caminhões pipa somente com esta ação. •Levar em consideração as ações de responsabilidade social das empresas (RSE) ao escolher produtos é uma outra ação que cada um de nós pode fazer: ao preferir os produtos fabricados ou comercializados por empresas que se preocupam com os impactos sociais e ambientais de suas ações deixamos claro qual é a linha de atuação que valorizamos nas empresas. Que tal reservar um tempo para analisar o que motiva suas escolhas de consumo? Que tal pensar no poder de suas escolhas de consumo e ajudar a construir uma sociedade sustentável do futuro? Um poder de todos nós, consumidores.

Seu consumo Transforma o mundo.